Agora? Duas horas e quinze – madrugada interminavél.
O pulso? Ainda pulsa.
Uma vontade, psicodelicamente desesperadora, de esquecer. De desdizer o dito.
Mas não. O pensamento – aquela verdade absoluta – persiste em recriar e relembrar o sempre existente.
Não aquela paixãozinha que o tempo pede para que não tivesse existido, mas o grudamento completo de uma existência distante, que pelo simples fato de ser, deixa-me totalmente inerte.
Pensar é um fato pela total incapacidade do ‘não’...
Existir é um dado, falível, sobreposto a uma inautenticidade completa.
# Escrever é um grito - supostamente, Mudo. #
...
(Binho Caires)

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